sexta-feira, 6 de abril de 2012
Trecho do livro " A mulher que não prestava" que se identifica muito comigo
(...) De verdade, acho que todo mundo tem razão: eu realmente não sirvo muito pra coisa nenhuma. Não sei lidar com a cartilha corporativa porque só consigo dar importância para mim mesma; tento me distanciar da família o tempo todo por puro medo de não sobreviver sem ela; em viagens não sou muito fresca, nojenta, zero-aventureira e cheia de medos; situações tensas me dão ataques de risos...Minha mente não pára um segundo de martelar. (...) Sou perdida para amar como todo mundo, mas não disfarço como a maioria. E a maioria vê em mim seus próprios defeitos e os aponta em mim, porque é mais fácil atacar o que está fora. A verdade é que ninguém, no fundo, presta, mas só quem é realmente idiota para assumir é que aparece e vira referência.
(...) Eu perdi o deslumbramento com o amor, com o trabalho e com a beleza. Eu descobri que amor entedia, emprego não é diversão e belezas são relativas. O problema é que não soube substituir o meu deslumbre por acomodação, eu não sei me conformar com a chatice do mundo. (...) Eu sei, eu sei, o mundo tá cheio de gente alagada, sofrida e morrendo. Tá cheio de guerras, explosões, corrupções e doenças. E eu sou fútil com a minha tristeza sem desgraças. Mas não seria ainda mais fútil e desgraçado eu ser feliz nesse mundo?
(...) Sei lá, nada contra tá? De repente você gosta de mim e se encaixa num desses perfis...Não fica com raiva de mim não, eu sofro sendo assim, eu sofro porque, quando você acha mais da metade do mundo babaca, você passa muito tempo sozinho.
Otimo esse livro pra quem gosta de ler recomendo muito muito *--*
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